Que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo e a sua plenitude habitem em vossos corações. Que o resplandecer de Cristo seja vivo em vosso entendimento, pois é por meio dEle que conhecemos a verdade.
Quando Cristo semeia a Sua Palavra em nossos corações, as coisas do alto passam a ser compreendidas. Essa Palavra penetra profundamente, criando raízes — como uma grande árvore frutífera.
E os seus frutos? São a própria Palavra de Deus, que se torna alimento espiritual para outros irmãos.
Mas surge uma pergunta inevitável:
Como terão acesso a esse alimento se não há quem ajude a semear a Palavra de Deus?
É exatamente aqui que entra o papel de cada um de nós nesta imensa seara — onde há muito a colher, mas poucos trabalhadores (Mateus 9:35-37).
Antes de entendermos o papel de cada trabalhador, precisamos compreender o fundamento dessa missão.
E para isso, recorremos a uma das parábolas mais conhecidas das Escrituras:


Ajude a semear a Palavra de Deus


E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. 2 Coríntios 9:6
Depois de contar essa parábola, Jesus explicou o seu significado aos discípulos: a semente é a Palavra de Deus, o semeador é o próprio Cristo (Mateus 13:37) e os terrenos representam o coração humano.
No mesmo capítulo, Ele apresenta outras parábolas que aprofundam esse ensino: o trigo e o joio, o grão de mostarda e o fermento (Mateus 13).
Mas o que tudo isso nos ensina sobre semear a Palavra de Deus?
A primeira parábola revela a importância de um coração fértil. Sem profundidade, a Palavra não cria raízes e não produz frutos.
Na parábola do trigo e do joio, aprendemos que nem todos pertencem à verdade. O trigo frutifica, mas o joio permanece infrutífero.
O grão de mostarda nos mostra que, mesmo pequena, a fé verdadeira cresce e se torna firme, produzindo vida.
E o fermento nos alerta: um pequeno desvio na doutrina pode contaminar tudo. Por isso, é necessário cuidado com ensinos misturados a fábulas e misticismos (1 Coríntios 5:6-8).
Diante disso, como aplicar esse ensino?
Primeiro, é necessário discernir se a doutrina que recebemos vem de Deus. Sem verdade, não há semeadura genuína.
Também é preciso entender que nem todos receberão a Palavra. Alguns rejeitam, outros não perseveram, e há aqueles que apenas aparentam fé, mas permanecem ligados ao mundo.
Então, de onde vem a motivação para continuar?
Não vem do homem, mas do espírito. É pelo amor a Cristo, que conhece os corações e alcança aqueles que realmente desejam a verdade.
Ainda que poucos recebam, é por essas vidas que falamos. Pois uma alma tem mais valor do que o mundo inteiro (Marcos 8:36-37).
Eis que o semeador saiu a semear.
E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e a comeram;
Outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra suficiente, e logo nasceu, porque não tinha profundidade;
Mas, vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz;
Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram;
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (Mateus 13:3-9)
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(2 Coríntios 9:7)
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Que a paz e a benevolência do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo sejam com todos vós. Amém.